MEXILHÕES

[texto original]

Conhecido por ter infestado as águas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, em especial nos reservatórios da divisa de São Paulo com Minas Gerais, o mexilhão dourado, originário da Ásia, se aproxima da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com isso, pode atrapalhar a captação de água e a geração de energia, em Três Marias.
Nos últimos meses, pesquisadores encontraram exemplares da espécie no lago de Sobradinho, na Bahia, integrante da bacia hidrográfica do rio São Francisco, assim como BH.
Com o objetivo de alertar para os danos que a espécie pode causar à RMBH e ao médio São Francisco, o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (CBEIH), localizado em Belo Horizonte, emitiu alerta, assinado pela equipe multidisciplinar de pesquisadores.
A RMBH se conecta ao rio São Francisco pelo rio das Velhas, que banha algumas cidades ao leste e norte de BH. Apesar de o lago de Sobradinho estar localizado há mais de 1.600 km rio abaixo, os pesquisadores alertam para a possibilidade de o molusco conquistar território subindo o rio, pela ação do homem.
O mexilhão dourado ou as larvas dele podem ser levado nos cascos de barcos; nos materiais de pescadores; em pedaços de plantas; e em água utilizada em peixamento nas barragens, por exemplo.
Consequências
Apesar de não causar danos direitos às pessoas, a introdução da espécie invasora pode trazer uma série de impactos. No viés ambiental, o mexilhão compete com as espécies nativas e reproduz sem limite. Na área econômica e de abastecimento, os principais impactos são na captação de água e na geração de energia, pois os mexilhões dourado formam colônias imensas nos dutos, dificultando a passagem de água.
A identificação do molusco em equipamentos da Usina Hidrelétrica de Sobradinho foi feita em maio deste ano por técnicos da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).
No entanto, pescadores da região informaram à empresa que, em abril, haviam encontrado a espécie em tanques-redes, que são estruturas onde se cria peixes.
A Chesf trabalha com a hipótese de que o molusco tenha chegado a partir da importação de alevinos de tilápia trazidos na região sudeste.
“O bichinho filtra a água numa velocidade muito maior que outros organismos. Ele compete por espaço. Com isso, os organismos nativos não vão conseguir se estabelecer, e há a alteração da cadeia alimentar” – Newton P. U. Barbosa – pesquisador
Originário da Ásia, mexilhão dourado ameaça sistema de energia em Minas
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